Barra do Garças - Mato Grosso - Brasil
Segunda-feira, 21 de maio de 2018
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16/12/2016 20:42:33 - 479 Exibições

Vetado projeto de aumento da verba indenizatória de vereadores

Araguaia Notícia

O Prefeito de Barra do Garças Roberto Farias vetou, no final da tarde de sexta-feira (16/12), o projeto de lei nº 048 de 09 de dezembro de 2016 que tratava sobre o aumento da verba de natureza indenizatória dos vereadores de Barra do Garças, que seria implantado para legislatura de 2017/2020..

A justificativa do chefe do executivo para o veto é que o aumento estaria fadado a uma incoerência quanto ao valor do duodécimo, visto a instabilidade econômica e política que se encontra o nosso país. 

O chefe do executivo fez questão de ligar e avisar aos vereadores da mesa diretora que apresentou o projeto sobre o veto.


13/12/2016

Vereadores aumentam Verba Indenizatória em mais de 280%

Semana7

O valor pago até dezembro de 2016 é de 1.7 mil reais; a partir de janeiro mais de 6 mil

Em sua sessão mais longa do ano, que durou das 20h de ontem, 12, às 2h10 da manhã de hoje, 13, a Câmara de Vereadores de Barra do Garças votou mais de 30 projetos, ficando de fora apenas a Lei Orçamentária Anual (LOA) que deve ser votada antes do recesso, cujo início está previsto para janeiro e retorno aos trabalhos na primeira semana de fevereiro.

Mas a duração da sessão de ontem justifica-se não só pelo excesso de matérias que passaram pelo crivo dos vereadores, mas pelo seu principal destaque que foi o aumento da Verba Indenizatória (VI), antes de R$ 1.7 mil para mais de R$ 6 mil, triplicando o valor à custa do indefeso contribuinte barra-garcense em nada menos que 288%.

Este montante de mais R$ 6 mil somados aos R$ 8 mil de salários chega-se em tese à casa de R$ 14,6 mil para trabalhar apenas quatro vezes por mês, sem contar diárias e outros privilégios que por via de regra se agrega ao cargo de vereador neste município corroído pela pobreza e pelo desemprego.

E vale ressaltar ainda que a sessão, por direito, foi presidida pelo seu presidente Miguel Moreira da Silva (Miguelão) (PSB) que em data recente foi condenado por uma das Câmaras do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver R$ 115 mil que teriam sido pagos indevidamente à empresa R.A. Couto, do suplente de vereador Ronaldo de Almeida Couto (PMDB), em despesa publicitária.

Sob comando de Miguelão votaram a favor desse aumento Ronaldo de Almeida Couto (PMDB), Valdeí Guimarães (PSB), Joãozinho Cego (PMDB), Carlito Alves da Silva (PDT), Geralmino Neto (Dr. Neto) (PSB), Paulo César Raye de Aguiar (PMDB), Paulo Sérgio (PP), Welinton Andrade (Mandioquinha) (PDT), Zé Maria (PTB) e João Rodrigues (Dr. Joãozinho) (PDT), este último caiu em contradição, uma vez que em data pretérita apresentou um projeto para equiparar o salário do vereador ao do professor, enquanto que a partir de agora só a Verba Indenizatória de Dr. Joãozinho daria para pagar mais que dois pisos de professores.

Em tempo, faltaram à sessão de ontem, 12, os vereadores Julio Cesar (PSDB) e Maria do Mercado (PP), enquanto Coronel Barbosa (PMDB) se absteve a votar. O voto contrário da sessão ficou para o vereador Odorico Ferreira Cardoso Neto (Professor Kiko) (PT), que defendeu nestes últimos quatro anos reajuste salarial para os servidores do município. “Seria impensável votar qualquer aumento para os vereadores sem antes prestigiar os servidores municipais em sua totalidade”, disse ele à reportagem na manhã de hoje, 13.

Kiko lembrou ainda que os servidores da Câmara de Vereadores tivera, recomposição salarial em 2014, enquanto os do município está em branco durante o governo de Roberto Farias. Kiko acha que não precisa ser analista político para refletir que a dotação desta Verba Indenizatória cheire a moeda de troca para eventual eleição da Mesa Diretora que deve ocorrer em janeiro.

Até junho de 2015 o vereador era obrigado a prestar contas de sua Verba Indenizatória, mas o TCE derrubou esta prerrogativa, agora eles podem gastar seis mil ou mais reais sem que tenha que prestar contas a ninguém, nem mesmo ao contribuinte.

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